quinta-feira, 29 de maio de 2014

Aprenda a tirar música de ouvido III

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Podemos tirar vantagens das tecnologias atuais para nosso aprendizado musical. Existem pessoas que possuem a habilidade inata de um ouvido absoluto. Seria aquele indivíduo que reconhece determinada (frequência sonora) nota ou acorde musical.

Essas pessoas são capazes de dizer a tonalidade de uma harmonia só ouvindo sem pegar necessariamente no instrumento naquele instante. Tal capacidade facilita no aprendizado da música, porém, se não houver prática nada adianta possuir essa habilidade.

Como para a grande maioria (incluindo eu) não possui essa habilidade, o importante é saber as teorias básicas de escalas e acordes para "tirar" a música de ouvido. Assim, você ganha mais tempo ao invés de ficar no "tenta, erra, tenta, erra, tenta, acerta". Com o tempo, a prática deixará você bem familiarizado com determinadas sequências harmônicas.

Enfim, esse post é dedicado ao uso de um programa simples, no entanto, poderoso para aqueles que querem pegar sequências de improvisação de escalas animais. Melhor... É gratuito!!!

O BestPractice


Vocês encontram facilmente no google. Por que poderoso? Nele, é possível você diminuir a velocidade da música e até diminuir os vocais. Isso possibilita qualquer pessoa que queira pegar um riff ou lick de solos de maneira menos trabalhosa que escutando a música em sua velocidade normal. 

Neste software você pode diminuir ou aumentar a velocidade de reprodução da música;

Diminuir os vocais;

Transpor a música em semitons (agudos ou graves), ou seja, mudar de tom (Ex: de Mi para Fá#,etc);

Lembre-se que, essas modificações acabam gerando uma perda na qualidade dos som, pois vocês está modelando as frequências sonoras originais. Como o audio que você abre no programa é um produto final, é quase impossível retirar os vocais, pois você teria de ter acesso aos canais em que as vozes foram gravadas.




Tríades: Acordes maiores e menores

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As tríades são acordes compostos de três notas.

Estas notas são retiradas a partir da escala desejada. Para criar um acorde natural pega-se a 1ª, 3ª e 5ª nota da escala.

TRÍADES MAIORES

Para formar os acordes naturais retiramos da escala no modo Jônio estas três notas citadas acima.

Exemplo

A escala de DÓ jônio: DÓ, RÉ, MI, FÁ, SOL, LÁ, SI.

A partir desta escala criamos o acorde de DÓ: 1ª - DÓ; 3ª - MI; 5ª SOL.

O mesmo é feito para os acordes seguintes. Pra criarmos o acorde de RÉ jônio temos a seguinte escala:

RÉ, MI, FÁ#, SOL, LÁ, SI, DÓ#

O acorde de RÉ jônio ou maior é: 1ª - RÉ; 3ª - FÁ#; 5ª - LÁ.

O ideal é que o estudante construa seus próprios acordes. Partindo desses princípios básicos podemos criar acordes mais complexos com sonoridades mais sofisticadas.

TRÍADES MENORES

Os acordes menores baseiam-se na escala menor ou do modo grego eólio. Esta escala possui três notas menores: 3ª, 6ª e 7ª. Isso quer dizer o seguinte, que podemos pegar o modo jônio e transformá-lo em eólio.

DÓ jônio = DÓ, RÉ, MI, FÁ, SOL, LÁ, SI (Todas são maiores)

Se sabemos que em eólio as 3ª, 6ª e 7ª notas são menores teremos:

DÓ eólio = DÓ, RÉ, MIb, FÁ, SOL, LÁb, SIb (diminui meio tom para baixo)

Agora que sabemos a escala menor (eólio) de DÓ, podemos criar seu acorde menor:

DÓ menor (eólio) = 1ª - DÓ; 3ªm - MIb; 5ªSOL.

Simples!

Façam isso para as demais escalas, tanto nos modos jônio e eólio e já terão acordes suficientes para tirar de ouvido a maioria das músicas populares que tocam nas rádios.




terça-feira, 27 de maio de 2014

Pentatônica e Acordes Relativos

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Continuando sobre o uso da escala pentatônica (caso não tenha visto clique aqui)

Por ser muito versátil é possível usarmos a pentatônica no momento da improvisação em vários contextos durante a harmônia de uma música.

Usualmente, aplicamos a escala pentatônica a partir da tonalidade da música que queremos improvisar. Por exemplo, numa canção em que a tonalidade natural é de E, usamos a pentatônica deste acorde, que seria composta pelas notas:

Tom E (natural ou jônio):

E, FÁ#, SOL#, SI e DÓ#


Só com está sequência de notas, já podemos ampliar nosso campo de improvisação. Não esqueça que a pentatônica está inserida na escala de E jônio (veja modos gregos aqui). Portanto, duas escalas que podem ser usadas simultaneamente.

Mas, o que a pentatônica tem a ver com acordes relativos? Tudo!!!
Os acordes relativos são aqueles que compartilham a 3ª e 5ª notas com a tônica da tonalidade. Por exemplo, o acorde de E (MI) é composto pelas notas MI, SOL# e SI e o acorde relativo seria C#m(DÓ sustenido menor) que é formado por DÓ#, MI e SOL#.

Vejam que C#m possui MI e SOL# comuns a E. Logo, podemos usar a escala pentatônica de E também no acorde de C#m. Nesse caso, podemos começar tocando a sequência da escala a partir da nota DÓ#, veja:


Comparem a figura acima com a anterior e vejam que só mudou a ordem das notas, mas que continuam sendo as mesmas para ambos os acordes. 

Como descobrir rapidamente o acorde relativo do tom da música que você quer improvisar?

Para facilmente memorizar, façam o seguinte. 

Sabendo da escala de E (MI) natural que é formada por MI, FÁ#, SOL#, LÁ, SI, DÓ#, RÉ# (veja as escalas de tons naturais em modos gregos parte 1), conte 6 notas a partir da tônica MI. Quando chegar na sexta nota é só construir o acorde menor dela, que no caso seria -> DÓ#m. Simples! Faça o mesmo para as demais e encontrarão as notas relativas de cada tonalidade.

Relativas menores de acordes de tons maiores naturais:

DÓ = LÁm
RÉ = SIm
MI = DÓ#m
FÁ = RÉm
SOL = MIm
LÁ = FÁ#m
SI = SOL#m



quinta-feira, 22 de maio de 2014

Escala Pentatônica (Pentatonic Scale)

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A escala pentatônica é muito famosa por sua versatilidade e fácil aplicação no campo da improvisação. A resposta melódica dessa escala é bastante agradável e amplamente utilizada nos mais diversos estilos musicais.
No rock, a pentatônica é uma peça fundamental para os iniciantes na guitarra, baixo e teclado.

Vamos ao que interessa!

A escala pentatônica, como o próprio nome indica, é composta por cinco notas, que parte da tônica (a primeira nota da escala), segunda, terceira, quinta e sexta.

Vamos ao primeiro exemplo:
A pentatônica de C natural (maior ou jônio) pode ser obtida através da escala completa de C jônio:



Então, como sabemos que a pentatônica é constituída da 1ª, 2ª, 3ª, 5ª e 6ª notas da escalo de C jônio, temos:



Agora, que você sabe como montar a pentatônica é só memorizar a posição dos acordes no teclado:





Para as demais escalas naturais temos as seguintes pentatônica:
D = RÉ, MI, FÁ#, LÁ, SI
E = MI, FÁ#, SOL#, SI, DÓ#
F = FÁ, SOL, LA, DÓ, RÉ
G = SOL, LA, SI, RÉ, MI
A = LÁ, SI, DÓ#, MI, FÁ#
B = SI, DÓ#, RÉ#, FÁ#, SOL#


Para ajudar você o tecladoharmonico deixa aqui os padrões no teclado para você visualizar as escalas pentatônica maiores restantes:







Em breve, daremos continuidade ao uso rico dessa escala.






domingo, 18 de maio de 2014

MODOS GREGOS PARTE 1

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São escalas derivadas da escala natural (maior). Sete modos são conhecidos no total: Jônio, Dório, Frígio, Lídio, Mixolídio, Eólio e Lócrio.
O conhecimento dessas escalas permite o músico ampliar seus horizontes no momento de harmonizar e improvisar. Vamos trabalhar os intervalos da escala no modo Jônio (maior natural).

Peguemos o exemplo da escala do acorde de dó, composta pelas seguintes notas:
DÓ, RÉ, MI, FÁ, SOL, LÁ e SI.

Esse modo é chamado de jônio e os respectivos intervalos são (T = 1 tom; T/2 = meio tom):

T-T-T/2-T-T-T-T/2

Esses intervalos dizem quantas notas temos que percorrer para sairmos de uma anterior para a seguinte.
Por exemplo, na escala de DÓ, de DÓ até RÉ, percorremos 1 T, ou seja, de DÓ para DÓ# (T/2) e de DÓ# até RÉ mais T/2 (T/2 + T/2 = T). Figura abaixo:






O mesmo acontece para descobrirmos as notas seguintes. Se já encontramos RÉ, qual seria a próxima nota? Mais um tom (T-T-T/2-T-T-T-T/2). Então, RÉ até RÉ# (T/2) e para MI mais T/2. Então MI seria nossa próxima nota. E qual seria a seguinte? Mais meio tom (T-T-T/2-T-T-T-T/2). Então, MI até FÁ é T/2. Logo, a nota é FÁ.

Então temos as seguintes notas de acordo com os intervalos da escala de DÓ:


De RÉ para MI temos: RÉ -> RÉ# (T/2) -> MI (T/2). Então o segundo tom (T) da escala de DÓ é a nota MI. Para encontrarmos a próxima nota, partimos de MI para FÁ, que é apenas T/2 (MI não tem sustenido). Daí já encontramos nossa quarta nota que é FÁ.
A mesma lógica é seguida nas demais escalas. Por exemplo, a escala de RÉ Jônio possui os mesmos intervalos --> T,T,T/2,T,T,T,T/2.

Então, partido de RÉ temos:
RÉ é o primeiro T. O próximo intervalo é de 1 T, logo, de RÉ para RÉ# temos meio tom (T/2) e de RÉ# para MI temos mais T/2. Portanto, a próxima nota da escala seria MI (o segundo T), pois a soma de dois meios tons é igual a um tom (T/2 + T/2 = T).

RÉ = RÉ, MI, FÁ#, SOL, LÁ, SI, DÓ#, RÉ


MI = MI, FÁ#, SOL#, LÁ, SI, DÓ#, RÉ#, MI

FÁ = FÁ, SOL, LÁ, SIb, DÓ, RÉ, MI, FÁ

SOL = SOL, LÁ, SI, DÓ, RÉ, MI, FÁ#, SOL

LÁ = LÁ, SI, DÓ#, RÉ, MI, FÁ#, SOL#, LÁ

SI = SI, DÓ#, RÉ#, MI, FÁ#, SOL#, LÁ#, SI

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Ableton Live

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O Live é um software de produção musical, conhecido como DAW (Digital Audio Workstation) por possuir vários recursos que um estúdio profissional dispõe. Através do Live, utilizando um teclado MIDI, é possível produzir músicas de alta qualidade em seu computador



O programa já traz um pacote de efeitos para mixagem e edição, além de alguns instrumentos virtuais. O interesse principal por esse tipo de software é que ele apresenta uma interface de seqüenciador. Em outras palavras, o seqüenciador (sequencer) permite ao usuário criar várias faixas de sons (ou trilhas – tracks) com um instrumento ou efeito desejado, semelhante a canais de áudio individuais (link).  




Por ser uma DAW, o Live permite o uso de VST e VSTi como plugins dentro da sua interface. Por exemplo, o Guitar Rig pode ser aberto dentro do Live e adicionar alguns efeitos para refinar o som, como delays, reverbs, gain entre muitos outros.
Uma ferramenta bastante poderosa é o looping.  Que é uma espécie de repetidor de um padrão, por isso looping (ou movimentos repetitivos), muito usado em baterias de música eletrônica (exemplo de produção com loopings no ableton Live).


Lembrando que o Live não se limita a instrumentos, mas também a edição no processamento de vozes. A vantagem de se obter um software destes é o baixo custo na produção musical. Pode-se criar um estúdio caseiro. A qualidade técnica é garantida, agora só vai depender da sua criatividade.

domingo, 5 de agosto de 2012

VST

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VST é uma sigla inglesa que tem origem nas palavras Virtual Studio Technology. Em tradução livre para o português “Tecnologia de Estúdio Virtual”.


Os VST's são softwares que simulam instrumentos (VSTi) e efeitos sonoros no computador. Alguns VSTs funcionam independentes ou só podem ser executados como plugins de outros softwares que são as DAW (Digital Audio Workstation – “Estação de trabalho de Audio Digital”).

O advento destes softwares tornou possível a criação de músicas com um custo mais baixo e com maior qualidade sonora para usuários comuns.  

Como Funciona um VST ou VSTi?

Como os VST's são softwares virtuais, será necessário para a execução dos sons um teclado ligado ao computador para acionar os sons do VST.

Você precisará de um teclado musical que tenha saída midi in e midi out para conectá-lo ao seu pc. Atualmente, existem cabos específicos para realizar esta conexão pc/teclado que podem ser encontrados em sites de compra e vendas na internet, facilmente. O cabo mais comum é o midi/usb, o qual apresenta numa ponta um plug USB e na outra ponta dois plugs midi in e midi out. Conecte os plugs midi in e midi out nas entradas atrás do seu teclado enquanto que o plug usb na entrada usb do seu pc.

Cada VST ou VSTi apresenta uma configuração mais ou menos padrão para reconhecer o teclado musical como master, ou seja, aquele que vai enviar o comando ao software. Os VSTi's em geral, apresentam um teclado virtual que responde praticamente instântaneo ao toque da tecla do seu teclado físico.

A seuqência para usar o VSTi seria:
1) Ligue o teclado musical e o coloque no modo MIDI;
2) Conecte os plugs do cabo midi/usb em suas respectivas entradas;
3) Seu computador reconhecerá o seu cabo ligado no pc;
4) Abra o VST ou VSTi;
5) Configure o VST para usar o teclado como master;

Alguns exemplos de VSTi's:

VSTi Pro-53 da Native Instruments - É um simulador do teclado Prophet 5 de síntese analógica criado na década de 1970. Seus timbres nostálgicos apresentam efeitos típicos desta síntese. Muitos tecladistas atuais usam o Pro-53 associados a outros plugins de efeitos na construção de timbres Leads.


VSTi Real Guitar da MusicaLab - É um simulador de violão acústico com alguns efeitos interessantes. Com esse plugin você consegue sons interessantes de violão com cordas de nylon, aço e outros efeitos como o som do arrasto dos dedos sobre o braço do violão.


sábado, 17 de julho de 2010

Abrindo Sample pelo Kontakt

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Aqueles que nunca tiveram nenhum contato com instrumentos virtuais sentem dificuldades em encontrar dicas de como usá-los pela primeira vez.
Apesar de ser simples e pequeno, é voltado para o público iniciante e espero que tirem bom proveito deste poderoso programa, o Kontakt.

O Kontakt usado neste tutorial é o 3. Antes de mais nada é preciso ter o pacote de samples no seu computador, seja ele comprado, baixado ou até mesmo feito por outros tecladistas que disponibilizam samples de suas máquinas almejadas (Motif, Phantom...).

1 - Abra o kontakt (supondo que você já tenha configurado corretamente o seu teclado midi):


2 - No lado esquerdo, abaixo da logomarca Kontakt, o menu suspenso "Files" está selecionado automaticamente. Mais em baixo tem uma pasta raíz com nome , expanda no sinal de mais ao lado e escolha o diretório em que está localizado as suas amostras de sons (samples). No meu caso, eu criei uma pasta específica na unidade E: com os samples que tenho.


3 -  Na janela abaixo da que você localizou a pasta de samples, mostrará os arquivos disponíveis para sua escolha. Nela eu escolhi os samples do DX7.


4 - Clique nela até que mostre todos os sons da pasta e escolha o arquivo com a extensão .nki


5 - Alguns samples já abrem direto. Nesta situação abriu uma janela informando que está faltando algumas amostras. Para resolver isso é bastante simples. Em cima, na janela que abriu, o kontakt informa quantos arquivos estão faltando e abaixo tem duas pequenas "janelas" contendo dois botões cada. Escolha o primeiro botão do lado esquerdo "Search Filesystem" e funcionará automaticamente. 


Agora é só aproveitar os melhores sons de outros teclados no seu controlador midi.

Tenha este tutorial com você. Faça o download aqui.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Técnica: Abertura de Acordes ou Chord Voicings

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Nada mais é do que distribuir as notas de um determinado acorde entre as duas mãos no teclado. Você pode conseguir uma melhor sonorização do acorde adicionando, substituindo ou suprimindo algumas notas.

Exemplo:    CM7/9

Do jeito mais comum:
Agora com a abertura:

Notas mão esquerda:   Dó - Si 
Notas mão direita:       Mi - Sol - Ré


O que ocorre é que pegou-se a 3ª(Mi), 5ª(Sol) e a 9ª(Ré) e extendi pra oitava seguinte deixando a tônica(Dó) e 7M(Si) na mão esquerda com sons mais graves.

Se eu colocar todas as notas apenas na mão esquerda, soará um pouco carregada. Com as notas distribuídas entre as duas mãos o acorde fica mais suave e uma sonoridade mais envolvente.

Faça isso com vários acordes, não apenas com acordes de 7M e 9ª, mas também com  4/6/7/11/13/13b... Explore os sons dos acordes, forme novas aberturas. Na harmônia e reharmonização elas possuem um grande poder.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Downloads

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DX manager 1.0

Aqui vai uma ferramenta muito boa para os amantes do teclado da yamaha que fez (e faz) sucesso ainda hoje, o DX 7.

Por ter uma síntese que modulava a frequência, criando timbres revolucionários para época e ainda a um custo acessível... Não daria outra, SUCESSO! Utilizado por diversas bandas da década de 80 o Dx 7 da Yamaha ainda apaixona os amantes e colecionadores de sintetizadores.

O Dx manager dispõe de vários timbres já pré-programados que podem ser utilizados pelo teclado via midi, além da possibilidade de você mesmo criar timbres configurando os operadores como desejar.



Baixe aqui.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Aprenda a Tirar Música de Ouvido II

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Campo Harmônico


As notas relativas abordadas é um assunto relacionado com o campo harmônico.  O intuito deste post é de utilizar o campo harmônico de forma prática para tirar músicas de ouvido. Portanto, ficará para outro post a construção do campo harmônico de uma determinada tonalidade para que o leitor não se atenha apenas a decorar as sequências de acordes, mas também que ele próprio seja capaz de construir abrangendo seu conhecimento em harmônia.


Vamos utilizar o campo harmônico da escala de Dó natural, como exemplo que é formado pelos seguintes acordes:


C, Dm, Em, F, G, Am (nota relativa) e  Bº (diminuto).


Então, se você descobriu a tonalidade de determinada música ou simplesmente quer acomodar uma música que você já conhece ao tom de C, com certeza irá utilizar estes acordes pertencentes ao campo harmônico de C. Vale ressaltar que não é uma regra em geral. Músicas com empréstimo modal e outras técnicas de harmonização podem variar devido a variação do centro tonal. Todavia, a compreensão e utilização do campo harmônico é ponto básico de partida para construção de harmonias mais complexas.


Na música de Catedral "A Beleza Eterna" eu mudei a tonalidade de D para C ficando assim:






Percebam que os acordes da música são todos do campo harmônico de C. Nem sempre a música que está num determinado tom começa pela tônica da escala, no entanto, esta começou.
Dicas importantes:



1 - Para descobrir a tonalidade de uma música tente tocar a voz cantada melodicamente com a mão direita no teclado em cima de uma escala. Caso consiga, você provavelmente descobriu o tom e já pode ir testando os acordes do campo harmônico da escala;



2 - Os acordes naturais (ou conhecidos como maiores) tem um som mais alegre, enquanto que os menores posseum um som mais triste, melancólico. Logo, você perceberá se a harmonia da música começa em natural ou menor;




3 - Você deve ter percebido que alguns acordes da música no exemplo acima possuem uma barra: G/B. Isso significa que houve uma inversão de notas. O acorde de G é formado pela tônica mais grave Sol, a terça Si e a quinta Ré. A inversão foi a terça pela tônica, sendo a terça agora a nota mais grave ficando assim o acorde de G: Si tônica - Ré terça e Sol quinta. Você pode usar o G sem inversão, mas vai acabar perdendo uma dissonânica mais agradável da música original.



4 - Caso tenha dificuldade em identificar o acorde da música, tente tocar o baixo da música com a mão esquerda no teclado. O baixo tocado na canção, geralmente, toca as tônicas dos acordes na mesma sequência. É uma maneira bastante prática e muito utilizada por muitos músicos.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Como usar o teclado via midi com o Reason

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Este tutorial é pra quem está inicando no mundo dos instrumentos virtuais e quer ter a mais rica experiência no mundo da música.

Equipamentos necessários:
  • 1 teclado (óbvio);
  • 1 computador (mais óbvio ainda);
  • 1 software D.A.W. (neste caso o Reason) e;
  • 1 cabo midi usb.
1) Ligue o seu teclado e o deixe em modo midi. Eu estou usando um Kurzweil SP76, pois ele é que irá controlar o Reason;

2) Conecte o cabo midi usb em suas  entradas no teclado: Plug midi in na entrada midi out e plug midi out na entrada midi in. A outra ponta do cabo, que é o plug usb, conecta-se na entrada usb do seu pc. Imediatamente o seu pc irá reconhecer o cabo. A maioria destes cabos que eu conheço são Plug & Play, ou seja, não necessita instalar nenhum driver antes para poder funcionar. Instalou usou!

Importante: Quando instalado corretamente, ao pressionar uma tecla, acenderá um led correspondente ao toque. Sinal de que o cabo está funcionando corretamente.

3) Abra o Reason;

Agora vamos configurar o controlador (teclado) midi no programa Reason.

4) No menu superio do Reason vá em Edit e escolha Preferences;

5) Aparecerá uma janela pop-up de Preferences com o primeiro menu "Pasge" em General;

6) Clique na seta ao lado General e escolha "Audio", para configurar a placa de som;

7) Em Audio Card Driver selecione o nome da sua placa de som. Em Sample Rate deixe em 44100. A latência (atraso gerado entre o pressionar de uma tecla e ouvir o som no software (tempo de resposta)), pode variar de acordo com a configuração do seu pc. Depois de configurar tudo faça testes. Recomenda-se que se use placas de som offboard para diminuir a latência. No entanto, a minha onboard tá quebrando um galho ainda.

8) Agora, clique ao lado de Audio, na seta pra baixo, para abrir o submenu de "Page" e escolha "Control Surfaces and Keyboards". Logo abaixo tem um botão "Auto-detect-surfaces", clique nele pra conectar seu teclado automaticamente.  Deixe marcado o quadradinho com nome "Use with Reason" caso ele esteja em branco.

Está feito! Agora abra um plugin do Reason no menu Create (NN19 Digital sampler, NN-XT...) e escolha um sample e teste seu teclado.

Abraços.


Faça o download deste tutorial aqui.

domingo, 4 de julho de 2010

Aprenda a tirar música de ouvido I

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Alguns músicos possuem facilidade em descobrir as cifras ou notas de uma determinada música. Outras são especiais porque possuem o ouvido absoluto. Este consiste na capacidade de poucos indivíduos idealizarem mentalmente uma determinada nota escutada e dar o nome exato dela. Mas, como poucos são privilegiados com esse “dom”, isso não nos impede de “tirar” uma música corretamente. A dificuldade em “pegar” músicas não se reduz apenas ao músico iniciante. Bons músicos têm as mesmas dificuldades e acabam recorrendo a cifras de sites e livros (o que não é nenhum erro!).

É necessário ter uma base teórica, não se assustem, é bastante simples e de estimada importância. Existem dicas que nem todos sabem ou não repassam para os iniciantes.

Eu espero que estas os ajudem bastante e obtenham sucesso. Como todo bom estudante, há a necessidade de treinar bastante. Depois de certo tempo, todo o processo de tirar música fluirá naturalmente.

Aí vão algumas:

1. Notas Relativas

É importante ter o conhecimento destas, pois podem ser importantes substituições ou acréscimos na harmonia dos seus relativos tônicos. Um acorde simples maior é formado pelas seguintes notas: (I) – Tônica, (III) terça e (V) quinta.
Exemplo do acorde de C(Dó) => Dó-Mi-Sol

A escala de dó é composta pelas seguintes notas: Dó-Ré-Mi-Fa-Sol-Lá-Si-Dó
Sendo Dó a 1ª, Mi a 3ª e Sol a 5ª. Formando o acorde de Dó natural.
Os acordes relativos são aqueles que possuem 3ª e 5ª iguais a 1ª e 3ª do acorde tonal (do tom da harmonia). A tônica ou 1ª não podem ser iguais senão descaracteriza a nota relativa. Neste caso, o acorde que é relativo de C é Am.

Vejamos: acorde de C = (I)Dó - (III)Mi - Sol
acorde de Am = Lá - (III)Dó - (V)Mi

Mais exemplos de acordes relativos:
G#m é relativo de B => B = (I)Si – (III)Ré# - Fá#
G#m = Sol# - (III)Si – (V)Ré#

Relação dos acordes Relativos:

F#m é relativo de A
G#m é relativo de B
Am é relativo de C
Bm é relativo de D
C#m é relativo de E
Dm é relativo de F
Em é relativo de G

Na prática, se você descobriu o tom da música, tenha certeza de que na maioria das músicas a harmonia dela haverá uma nota relativa, seja por substituição da tônica pela relativa ou sequência dela.

Peguemos um exemplo de música cifrada (corretamente) na web:

John Mayer – Half of my heart.

Início da música:



O tom da música está em Fá natural (ou como estamos acostumados, maior), apesar dela ter iniciado com Bb, nem sempre começam pela tônica. Perceba que ao decorrer da canção a nota vai de C para Dm... Isso mesmo Dm!
Acorde de F = (I)Fá – (III)Lá - Dó
Relativa Dm = Ré – (III)Fá – (V)Lá.

Se pegou a primeira nota e o tom, tente as relativas em seguida e veja se encaixa, se soa com o original. Esse é um dos primeiros passos importantes também pra começar a entender o campo harmônico, que será abordado em outra postagem.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Início

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Olá todos! Este é o início do Teclado Harmônico. O intuito deste blog é compartilhar o conhecimento sobre música, tecnológia musical e assuntos da área.

Espero que gostem e que compartilhem conosco o prazer de fazer música.
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